A defesa do ex-Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, iniciou nesta quarta-feira, 3 de Setembro, a sustentação oral no julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o antigo Chefe de Estado responde por alegada tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, segundo noticiou o portal G1.
Os advogados de Bolsonaro alegaram que “não existe uma única prova” que o relacione com os crimes de que é acusado e afirmaram que o processo representa o risco de criação de uma “versão brasileira do caso Dreyfus”. A defesa contestou ainda os prazos concedidos pelo tribunal, considerando-os insuficientes para a análise integral do processo, que inclui mais de 70 terabytes de documentação.
Na sua intervenção, o advogado Celso Vilardi sustentou que Bolsonaro foi “arrastado” para o processo com base em depoimentos considerados frágeis, incluindo os do seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que, segundo a defesa, alterou as suas declarações por diversas vezes.
O julgamento no STF envolve também antigos ministros e oficiais militares de alta patente, acusados de integrar uma organização criminosa armada com o objectivo de subverter a ordem constitucional e impedir a posse do Presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. O processo é considerado histórico, por colocar em causa a solidez das instituições democráticas brasileiras.