Ou seja, segundo listagens encontradas em retalhistas checos como a Smarty.cz e a Alza, a nova Steam Machine poderá chegar ao mercado com preços a rondar os 950 dólares para a versão com 512 GB, enquanto o modelo com 2 TB sobe para perto dos 1.070 dólares.
Valores convertidos, claro, e já com a habitual margem das lojas em cima. Ou seja, o preço final da Valve até pode ser um pouco mais baixo. Mas não muito.
O elefante na sala!

Convém manter os pés assentes na terra. Estes valores vêm de código fonte de lojas de terceiros, não de todo um anúncio oficial. Além disso, tanto a Smarty.cz como a Alza costumam aplicar margens próprias, o que distorce sempre as conversões diretas para dólares ou euros.
Ainda assim, há um detalhe importante que não pode ser ignorado. A Valve já deixou bem claro que não vai subsidiar o hardware. Por isso, ver a consola a 1000€ não é de todo uma surpresa. A empresa não quer vender com prejuízo à espera de recuperar em jogos, como fazem Sony, Microsoft ou Nintendo.
A própria Valve já disse que o preço vai estar alinhado com o mercado de PCs. E isto, em 2026, com crise de memória, DRAM cara e SSDs a subir de preço, significa uma coisa muito simples.
Hardware barato não vai acontecer.
Isto é caro para uma consola? Sim. Mas não é uma consola…
É aqui que muita gente se vai perder. A Steam Machine aponta para as consolas, mas não é uma PlayStation nem uma Xbox. É um PC compacto, silencioso e fechado num formato de consola. Que claro está, tenta contar com todas as vantagens do ecossistema do PC.
Liberdade total de lojas, mods, emulação, jogos antigos, jogos novos, periféricos à escolha, e um sistema pensado para quem quer ligar à televisão e jogar sem chatices, mas sem abdicar da flexibilidade do PC.
Se comparares com o preço de montar um PC pequeno, silencioso, com desempenho equivalente, bom sistema de refrigeração e zero ruído, os números começam a fazer mais sentido.
Mas… Não é barato. Isso é certo.
O verdadeiro problema?
O maior desafio da Steam Machine não vai ser técnico. Vai ser psicológico. Convencer o público de consolas a pagar valores de PC. E convencer o público de PC a aceitar um sistema fechado, mesmo que só em termos de formato.
A Steam Deck conseguiu isso porque o preço era agressivo, e era também uma consola diferenciada, num mercado que estava meio “morto”. Aqui, a história é outra.
Se estes valores se confirmarem na Europa, prepara-te para ver muita discussão sobre se vale ou não vale o dinheiro. Especialmente quando uma PS5 ou uma Xbox Series X continuam bem mais baratas no papel, e parecem não ter ainda sucessora à espera nos próximos 3 a 4 anos.
Quando vamos saber a verdade?
Os rumores continuam a apontar para um lançamento na primavera de 2026. Se assim for, a Valve não deve demorar muito a clarificar preços, versões e posicionamento.
Até lá, isto serve para uma coisa muito simples. Ajustar expectativas.
A Steam Machine não vem para ser barata. Vem para ser diferente. O preço pode ser um entrave, mas se o mercado continuar no mesmo rumo de encarecimento absurdo, pode ser que exista espaço para ter algum sucesso.
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