A polícia informou que 35 pessoas também ficaram feridas no ataque.
Nahum Daso, porta-voz do comando policial no estado vizinho de Borno, afirmou em comunicado que fragmentos de um possível colete suicida foram encontrados no local.
O atentado é o mais recente de uma série de ataques na conturbada região norte da Nigéria, onde o país luta contra vários grupos armados, incluindo o Boko Haram e seu grupo dissidente, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental.
De acordo com as Nações Unidas, milhares de pessoas foram mortas e milhões foram deslocadas de suas casas desde 2009.
Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, mas o uso de homens-bomba tem sido amplamente atribuído ao Boko Haram, o grupo militante islâmico que já reivindicou a responsabilidade por muitos ataques semelhantes na região nordeste.
Analistas afirmam que o uso de homens-bomba pelo grupo diminuiu nos últimos anos, mas ele ainda possui capacidade para realizar tais ataques. Em julho de 2024, um ataque suicida triplo contra uma cerimônia de casamento em Borno reacendeu o temor de um novo uso desse método pelo grupo militante.
Um ataque suicida em uma mesquita, além das vítimas diretas, gera ondas de impacto na sociedade:
- Trauma e Medo: Viola a sensação de segurança em um local sagrado, causando trauma coletivo, luto e promovendo um clima de desconfiança que pode aumentar tensões sociais.
- Pressão sobre o Estado e a Segurança: Expõe falhas na proteção estatal, desgasta a confiança nas instituições e pode levar a uma maior militarização da vida pública, num ciclo que alimenta a insegurança.
- Risco de Divisão Social: Pode ser instrumentalizado para aprofundar polarizações religiosas ou étnicas, testando a coesão nacional. A resposta da sociedade (união ou divisão) é crucial.
Em resumo, o atentado é um catalisador que agrava crises existentes, desafiando a resiliência do tecido social, a autoridade do Estado e a capacidade de superar discursos de ódio para evitar uma espiral de violência e fragmentação.
______