Paramount remonta com oferta de US$ 108,4 bilhões pela Warner Bros Discovery

A Paramount Skydance decidiu virar a mesa e reacender a guerra pelo controle do entretenimento global. Nesta segunda-feira (8), o grupo lançou uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD), numa jogada que ameaça diretamente o acordo que já estava encaminhado entre Warner + Netflix.

A proposta é simples e agressiva: US$ 30 por ação, tudo em dinheiro, incluindo toda a operação da Warner — estúdios, streaming, canais lineares e redes internacionais. A Paramount chega oferecendo mais dinheiro, mais rápido e com uma estrutura menos complexa do que o acordo que a Netflix estava a costurar.

A remonta que muda o jogo

A jogada da Paramount traz um prémio significativo sobre o valor actual das ações da Warner e posiciona a empresa como candidata a reconfigurar o mapa do entretenimento mundial.

O movimento tenta travar a fusão da Warner com a Netflix e dá um recado claro ao mercado: a Paramount voltou ao jogo e está disposta a ir até o fim.

Mas a estratégia tem nuances:

  • A Netflix planeava comprar apenas estúdios e streaming;
  • A Paramount quer tudo, e isso inclui as redes globais e canais tradicionais;
  • A estrutura “all-cash” torna a proposta mais directa, menos sujeita a oscilações de mercado e disputas de avaliação.
Um ataque directo à Netflix

O discurso é evidente: a Paramount considera que o acordo da Netflix é fraco, caro e arriscado para os accionistas da Warner. Ao lançar uma oferta hostil, tenta inverter a narrativa e convencer o mercado de que a única proposta sólida é a sua.

O movimento reacende uma guerra silenciosa entre os gigantes do entretenimento, agora mais explícita. Se a Paramount vencer este duelo, poderá assumir uma posição dominante que muda não só Hollywood, mas todo o ecossistema global de conteúdo — cinema, streaming e televisão.

Os obstáculos para a remonta bilionária

Apesar da força do lance, a Paramount enfrenta desafios consideráveis:

  • Reguladores podem travar uma fusão deste tamanho;
  • O conselho da Warner já rejeitou aproximações anteriores;
  • Há dúvidas sobre a capacidade da Paramount de sustentar um conglomerado tão grande, dado seu desempenho recente no cinema.

Ainda assim, o movimento mostra ambição, músculo e uma estratégia clara de reacender relevância.

O que vem por aí

Os accionistas da Warner têm até 8 de Janeiro de 2026 para responder à oferta. Até lá, muita coisa pode acontecer — desde contra-propostas agressivas até manobras internas que tentem travar a ofensiva.

Independente do resultado, a mensagem já foi dada:
a Paramount remontou, entrou com o pé na porta e quer reescrever o futuro do entretenimento global.

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