Com as distinções recebidas este ano, Lamar alcançou a marca de 26 troféus, ultrapassando o recorde anterior de Jay-Z, que somava 25. O feito coloca o músico de Compton num patamar único dentro do hip-hop, à frente de nomes como Kanye West e Eminem, que também marcaram gerações.
Uma noite dominada por Lamar
O rapper foi um dos grandes protagonistas da cerimónia e levou para casa vários dos prémios mais cobiçados. O álbum GNX venceu na categoria de Melhor Álbum de Rap, enquanto a faixa “TV Off” garantiu o troféu de Melhor Música de Rap. Já “Luther”, colaboração com SZA, destacou-se ao conquistar o prémio de Gravação do Ano, além de outras categorias de performance.
Mais do que números, as vitórias reforçam a consistência artística de Kendrick Lamar, conhecido por unir lirismo sofisticado, consciência social e inovação sonora. Ao longo da carreira, o artista tem transformado o rap num espaço de reflexão sobre identidade, desigualdade e experiência urbana.
Grammy 2026 com diversidade de vencedores
A edição deste ano também ficou marcada por momentos relevantes fora do universo do rap. O porto-riquenho Bad Bunny venceu Álbum do Ano com Debí Tirar Más Fotos, num reconhecimento histórico para a música em língua espanhola. Billie Eilish e Finneas conquistaram Canção do Ano com “Wildflower”, e Olivia Dean foi eleita Artista Revelação.
Entre actuações e discursos, a cerimónia reafirmou o Grammy como palco de celebração da diversidade cultural e da força criativa global. Ainda assim, a noite pertenceu a Kendrick Lamar — agora, oficialmente, o rapper mais premiado do planeta.